Fachada

Distópica paisagem,
Onde debelam os mortais,
Tentando impedir as paredes
Da arte dos “demais”. Continue reading “Fachada”

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Cravo

Um cano, uma flor – um cravo;
onde das pétalas emanava coragem,
vermelho-vivo amargurado;
como rainha, coroada
de música e desengano;
de caule tão fino,
e tão fino tal,
que era apenas o final.
Que bela flor que traziam,
tais canos de espingarda
nesse dia ao fim de tarde,
a nossa mais bela flor – liberdade.

Poema de estudante

Ia eu pelas ruelas da Alta

Com a calçada no olhar,

Na companhia da minha pasta,

De um copo

Do luar.

Senti-me só,

Coimbra!

Que foste fazer,

Pegaste no estudante,

Tão longe de casa, distante.

Porque te vestes de preto, Coimbra?

Que alegria há nisso?

Há algo de tão grande em ti cidade,

Na Cabra, badalante,

E o estudante, tão submisso,

Despido perante o tempo,

Que parece passar alucinante.

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Amor de balão

Aproveitem enquanto amam. Amar não dura para sempre.
É um sentimento fugaz que muitos admiram e todos deixam para trás.
Deixam porque não se ama verdadeiramente e muito menos para sempre.
Ama-se até quando se pode.
Faz-se os possíveis para durar.
E quando não dá mais, é como um balão.
Rebenta, faz barulho, voa para outro lado, para outra mão.
Mas não é um balão inteiro mas sim restos, despedaçados.
Amar nunca nos deixa inteiros.
Deixa-nos vazios e incompletos,
Até que o próximo balão caia na nossa mão. Continue reading “Amor de balão”

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