Ser Jornalista

Chegou ao fim o quarto Congresso de Jornalistas, o primeiro em 18 anos, que trouxe consigo uma onda de obstáculos para os futuros profissionais do meio. Estagiários, parcialidade, dificuldades salariais, sensacionalismo. A luta é diária e o jornalismo “já não é o que era”, o perigo de se associar à profissão é constante e, acima de tudo, a valorização do jornalista está num nível nunca antes visto. E é por isso que eu quero ser jornalista. Continue reading “Ser Jornalista”

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Um ateu de visita a Fátima

26/12/2016

Hoje fui a Fátima, com os meus pais e o meu irmão, apesar de toda a minha contrariedade face à religião (toda ela, não desgosto do Budismo, mas isso é porque não a encaro como religião no seu sentido lato). Fátima é um bocado como qualquer casino de Las Vegas. As pessoas não ganham nada em lá ir, mas vão pelo prazer de serem enganadas. Nada contra, só cai quem quer, claro, ou quem esteja à beira da morte ou qualquer coisa parecida, e então esses pensam: “o que é que vou fazer para ficar melhor da saúde?” “AH, JÁ SEI! Vou descer de joelhos um passadiço gigante e dar 43 voltas à capela e pode ser que fique melhor!”. E depois acabam por morrer, claro, andaram a esforçar-se e o coração não aguenta, mas caso haja uma pessoa (!) que do nada fique melhor e se salve, FOI DEUS, FOI JESUS, NOSSO SALVADOR! Continue reading “Um ateu de visita a Fátima”

Carta à Maria

Exma. Maria Barros,

Escreve-te um jovem de 19 anos, que cursa Jornalismo em Coimbra e não percebe porque começou a carta na 3ª pessoa. Hoje li a tua carta pela primeira vez após ler várias versões melhoradas. Tenho de te agradecer. Finalmente toda a gente se esqueceu da Maria Leal e, apesar de seres Maria, prefiro que falem de ti porque ao menos não cantas (nem ela) nem encantas. Posso dizer-te uma coisa?

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“Não sei se volto, mas vou.”

A hipocrisia é cara e está à vista de todos. O nosso “jardim à beira-mar plantado” arde e afoga-se em chamas. É verdade, a mais triste verdade. E vejo muita gente, mesmo muita gente, a twittar #PrayForPortugal Vejo muita gente a falar mal dos incendiários, a partilhar fotos de bombeiros, a desesperar. Não fiz nada disso. Nem vou fazer. Não escrevo pelos gostos nem vou partilhar nada que não esteja de acordo. Este texto não vai mudar nada, assim como uma hashtag. Mas eu não escrevo por Portugal, escrevo pelos que lutam por ele. Escrevo ao bombeiro do nosso país. E só quero agradecer, porque nunca tive a oportunidade:

Um obrigado. Continue reading ““Não sei se volto, mas vou.””

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