Fachada

Distópica paisagem,
Onde debelam os mortais,
Tentando impedir as paredes
Da arte dos “demais”.

É a aragem dos dementes,
Desenhando tais sinais.
Pintam-se as ruas;
As ruelas;
Os murais.

Como tinta negra desassosegada,
Relato leal do que se vê.
Que em traço lúgubre
Traça poesia fechada,
Espelha o mal na fachada.

Escrevem desatinos,
Ninguém compreende.
E canta a sociedade,
O rebanho em coro,
Sem nunca ter percebido, por fim,
Que o seu coração sobrevive a soro.

Bruno Fidalgo de Sousa

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