Zeca

“A morte saiu à rua num dia assim”,
Como o povo saiu à rua
Guiado pela genialidade de uma voz sem fim,
Enfim,
Digo eu,
Que faz 30 anos hoje que um dos grandes morreu.

E por toda a luta, toda a beleza que cantavas,
Por todo o fado coimbrão e guitarradas bravas,
As asas eram tuas e voaste,
Deste vida ao sonho e revolucionaste,
E sendo o teu “próprio comité central”,
Deste à luta a certeza do real.

Ó Zeca, nunca te conheci,
Mas sempre ouvi falar de ti,
E se o teu nome é assim falado,
É graças ao teu fado, ao teu traço vincado.
Faz hoje 30 anos que morreu um português,
Por sinal um dos maiores,
Que soube cantar tudo por nós.
Um ativista de coração,
Um revolucionário por emoção,
Intemporal, do tempo dos nossos avós.

E em tributo a ti,
Que desta liberdade à vida,
Que ela seja como a tua música.
Melodiosa, apaixonada, sofrida.

 

30 anos de luto por um dos maiores artistas portugueses de sempre. Que a sua voz soe em todas as revoluções que tenhamos pela frente.

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