Romance antónimo

Vidrei no teu reflexo desde o momento que te vi.
Eras um espelho de demência e arte misturadas,
um vazio de borboletas e espinhos.
Percorrias lugares encantados, mas desfilavas por vales dantescos,
Eras brio e seca ao mesmo tempo.De ti, vi uma utopia,
De cabelo negro como quando o céu chora.
Gritei e berrei por ti pela noite fora,
Enlameado até aos ossos,
Até à mente e até à morte.

Sabes que quando não te vi,
Solucei em dissabores,
O reflexo no qual te procurava,
Era onda amarga de ilusões e tremores e pensamentos
Que, como cascata, deixou espuma e desordem por todo o lado.

Hoje, quando te vejo,
Parece que só fui feliz,
No dia do primeiro beijo.
Tudo o resto desde aí,
Foi memória de desejo e daí não passou.
O fim.

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